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quinta-feira, 19 de março de 2020

O menor dinossauro até então descoberto

Em artigo publicado em 11 de março de 2020 no periódico da Nature, cientistas encontraram o menor dinossauro até o momento.
A descoberta se deu no norte de Mianmar, o fóssil do dinossauro trata-se de um crânio que estava preservado em âmbar datado de 99 milhões de anos atrás.
O dinossauro tinha o tamanho do Beija-flor-abelha, o menor pássaro que existe e pesava pouquíssimas gramas.
A descoberta poderá auxiliar no entendimento da evolução das aves a partir dos dinossauros em que tais criaturas passaram a ficar cada vez menores.
O espécime foi descrito como uma espécie nova: Oculudentavis khaungraae.
Para os cientistas que a estudaram, tinha estruturas bizarras em seu crânio, principalmente na órbita ocular. Apresentava um anel escleral para sustentar os olhos e isso fazia com que esses órgãos ficassem projetados para fora do crânio.
O bico apresentava muitos dentes, todos preservados, indicando que a criatura era um predador.


Além de tudo isso, a descoberta evidenciou o potencial dos depósitos de âmbar em revelar características limítrofes do corpo dos vertebrados.

FONTE:
Xing, L., O’Connor, J.K., Schmitz, L. et al. Hummingbird-sized dinosaur from the Cretaceous period of Myanmar. Nature 579, 245–249 (2020). https://doi.org/10.1038/s41586-020-2068-4
            https://www.bbc.com/portuguese/geral-51860287

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Crossvallia waiparensis: um pinguim do tamanho de uma pessoa


Com 1,6 metro de altura e pesando seus 80 quilos essa espécie de pinguim viveu durante o Paleoceno (entre 65 e 55 milhões de anos atrás) em uma região que hoje está separada em Nova Zelândia, Austrália e Antártida.
A descoberta do fóssil desse pinguim gigante foi publicada no periódico Alcheringa: Na Australasian Journal of Paleontology e divulgada mais amplamente pelo jornal The Guardian que entrevistou a curadora do CanterburyMuseum, Vanessa De Pietri, uma das autoras do trabalho. Segundo os pesquisadores que analisaram o fóssil, Crossvallia waiparensis tinha o tamanho de uma pessoa de estatura média o que corresponde a quatro vezes o tamanho do maior pinguim conhecido, o pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri).

Comparação entre a nova espécie e o Pinguim-Imperador

A descoberta dos fósseis se deu na Nova Zelândia, mas como citado anteriormente, esta estava ligada a outras regiões continentais. Esses animais deixaram de habitar os oceanos do hemisfério sul após a chegada, e consequente competição, de focas e baleias.

Fósseis da espécie de pinguim encontrados

Como é bom imaginar como seria encontrar um bichão desse pela frente hem?
Até!

FONTES:
Mayr, G., De Pietri, V.L., Love, L., Mannering, A. & Scofield, R.P. 2019. Leg bones of a new penguin species from the Waipara Greensand add to the diversity of very large-sized Sphenisciformes in the Paleocene of New Zealand. Alcheringa XX, xxx–xxx. ISSN 0311-5518. Disponível em https://doi.org/10.1080/03115518.2019.1641619

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O fóssil de animal mais antigo


Há muito se estuda a enigmática biota de Ediacara (período compreendido entre 571 e 541 milhões de anos), onde ocorrem os primeiros organismos complexos que se tem notícia. Os pesquisadores argumentam que esse registro contêm a chave para entender a origem dos animais.
Em um trabalho publicado na Science por Bobrovskiy et al. (2018) analisaram os fragmentos de colesterol encontrados no fóssil de uma incomum forma de organismo oval encontrado na Rússia.
A princípio o fóssil foi identificado como pertencente ao gênero Dickinsonia, organismo de um metro que viveu há 558 milhões de anos no já citado período de Ediacara. Não se sabe ao certo o que Dickinsonia era, os pesquisadores argumentavam que era provavelmente um fungo ou uma ameba gigante.
Porém, com as análises de Bobrovskiy et al. (2018) concluíram que na verdade aquele fóssil encontrado na Rússia era de outra espécie, mas do gênero Dickinsonia, que viveu há muito mais tempo do que se achava, além disso haviam marcadores químicos que mostravam alguma relação com fungos.
Brocks, um dos pesquisadores do artigo, disse que “as moléculas de gordura fóssil provam que estes animais eram grandes e abundantes há milhões de anos antes do que se pensava” e essa tal gordura fóssil “confirma Dickinsonia como o mais antigo fóssil de animal já conhecido, resolvendo um mistério de décadas que tem sido o Santo Graal da paleontologia”.
Os pesquisadores corroboraram a ideia de que a biota de Ediacara pode ter sido a precursora da explosão de formas de vida animais observadas no Cambriano (500 milhões de anos atrás).
 Um achado interessante para o conhecimento científico da evolução, paleontologia e para a ciência em geral.

Críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

BIBLIOGRAFIA:
BOBROVSKIY, I.; HOPE, J. M.; IVANTSOV, A. NETTERSHEIM, B. J.; HALLMANN, C. & BROCKS, J. J. 2018. Ancient steroids establish the Ediacaran fossil Dickinsonia as one of the earliest animals. Science 361: 1246-1249.


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A Era de Meghalaya


A Comissão Internacional de Estratigrafia (International Union of Geological Sciences - IUGS) anunciou em julho de 2018 que a Terra se encontra em uma nova era geológica [É possível ver o anúncio na conta oficial da Comissão no Twitter - https://twitter.com/theIUGS e pelo site oficial: http://www.stratigraphy.org/ ]

Mensagem no Twitter da IUGS

A Era Meghalaya é uma subdivisão do Holoceno (Período em que estamos e que iniciou há 11,7 mil anos atrás) e que começou há 4,2 mil anos. Agora o Holoceno conta com três subdivisões: Greenlandian (11.700 anos atrás); Northgrippian (8.326 anos atrás) e Meghalayan (4.200 anos atrás até os dias atuais).
A alusão de que a Terra estaria passando por um novo momento geológico surgiu há sete anos por conta de mudanças químicas encontradas em estalagmites e estalactites, a principal evidência vem de uma dessas formações encontrada no estado de Meghalaya, Índia, daí o nome da nova era.
Veja abaixo a estalagmite encontrada em Meghalaya com a indicação da mudança ambiental gravada na estrutura.


Estalactite de Meghalaya

Porém, de acordo com o jornal britânico The Independent, alguns pesquisadores são contra essa proposição, pois gostariam de definir essa nova era geológica baseada nas atividades humanas na Terra, de modo que não seria uma era, mas sim um novo período chamado de Antropoceno.
Mesmo com essa discussão a Comissão Internacional de Estratigrafia já publicou nova tabela dos períodos geológicos da história da Terra que você vê a seguir.

Nova tabela dos períodos geológicos da Terra (Click para aumentar)

Você pode fazer o download da imagem acima pelo link: http://www.stratigraphy.org/index.php/ics-chart-timescale
Espero que tenham gostado da notícia e que passem a considerar essa nova era em seus escritos.
Críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

Referências: