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quinta-feira, 12 de março de 2020

Caranguejo-aranha-gigante


Esse animal é o maior artrópode conhecido, pode chegar a atingir quase quatro metros de envergadura de pernas, só sua carapaça pode chegar 40 cm de diâmetro e seu peso beira os 20 Kg! É um monstro do Oceano Pacífico, muito abundante no Mar do Japão.
A espécie Macrocheira kaempferi (Temminck, 1836) é pertencente à ordem Decapoda (crustáceo com 10 pernas) de cor laranja com manchas brancas ao longo do corpo, vivem em ambiente marinho desde os 600 até 50 metros de profundidade. No mar não habitam normalmente ambientes abertos, mas sim dentro de cavernas e depressões.
Apesar do aspecto perigoso, principalmente por conta das suas quelas (pinças) presentes nos primeiros apêndices, tem o comportamento pouco agressivo, porém é necessário cuidado, pois as pinças ainda podem causar sérios ferimentos.


Normalmente são capturados pela pesca de arrasto quando estão em águas menos profundas para a reprodução. Várias iniciativas para a conservação dessa espécie têm sido feitas, dentre elas a proibição da pesca durante a primavera, que é a época de reprodução desses crustáceos.
Imagina a surpresa e espanto do homem no encontro com os primeiros indivíduos dessa espécie. Um dos primeiros que fizeram coletas desse organismo foi o médico e naturalista alemão Philipp Franz von Siebold nas proximidades da ilha artificial de Dejima, localizada na baía de Nagasaki.


Espero que tenham gostado de saber mais sobre essa espécie bastante peculiar.
Até!

FONTE:

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Crossvallia waiparensis: um pinguim do tamanho de uma pessoa


Com 1,6 metro de altura e pesando seus 80 quilos essa espécie de pinguim viveu durante o Paleoceno (entre 65 e 55 milhões de anos atrás) em uma região que hoje está separada em Nova Zelândia, Austrália e Antártida.
A descoberta do fóssil desse pinguim gigante foi publicada no periódico Alcheringa: Na Australasian Journal of Paleontology e divulgada mais amplamente pelo jornal The Guardian que entrevistou a curadora do CanterburyMuseum, Vanessa De Pietri, uma das autoras do trabalho. Segundo os pesquisadores que analisaram o fóssil, Crossvallia waiparensis tinha o tamanho de uma pessoa de estatura média o que corresponde a quatro vezes o tamanho do maior pinguim conhecido, o pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri).

Comparação entre a nova espécie e o Pinguim-Imperador

A descoberta dos fósseis se deu na Nova Zelândia, mas como citado anteriormente, esta estava ligada a outras regiões continentais. Esses animais deixaram de habitar os oceanos do hemisfério sul após a chegada, e consequente competição, de focas e baleias.

Fósseis da espécie de pinguim encontrados

Como é bom imaginar como seria encontrar um bichão desse pela frente hem?
Até!

FONTES:
Mayr, G., De Pietri, V.L., Love, L., Mannering, A. & Scofield, R.P. 2019. Leg bones of a new penguin species from the Waipara Greensand add to the diversity of very large-sized Sphenisciformes in the Paleocene of New Zealand. Alcheringa XX, xxx–xxx. ISSN 0311-5518. Disponível em https://doi.org/10.1080/03115518.2019.1641619

terça-feira, 19 de março de 2019

Sapo do Inferno


Imagine um sapo com uma mordida de mesma potência a de um pit bull, imagine esse mesmo sapo gigante, não grande a ponto de ser maior que um ser humano, mas por apresentar dimensões maiores do que os sapos atuais, digamos do tamanho de um cachorro de pequeno porte. Agora pense nesse animal comendo dinossauros.
Imaginou? Bizarro né? Então, ele já existiu.
Trata-se do “Sapo do Inferno” (Beelzebufo ampinga), um anfíio que viveu na região em que hoje é Madagascar há 65-70 milhões de anos atrás, no final do Cretáceo.
A mandíbula de Beelzebufo ampinga era tão potente quanto a de um lobo (com uma força de mordida de até 2200 N, aproximadamente 200 kg), tornando possível se alimentar de pequenos dinossauros, além de alcançar 41 cm de altura e atingir 4,5 kg.
Atualmente, desde sua descrição em 2008, é considerado o maior sapo que já existiu.
Uma questão importante do ponto de vista da biogeografia é levantada quando se analisa o porquê desses animais do gênero Beelzebufo estarem tão distantes de seus parentes da América do Sul, os sapos do gênero Ceratophrys (os “Sapos Pac-man”) que também apresentam uma boca muito grande.
Certo. Sabe-se que a África e América do Sul tinham uma ligação entre si, porém estes dois continentes se separaram a 84 milhões de anos, enquanto Madagascar se separou da África há 160 milhões de anos.
A explicação para isso está em uma hipótese de que a América do Sul, Madagascar e talvez a Antártida estiveram ligados por uma conexão terrestre justamente entre 65 e 70 milhões de anos atrás.
Espero que tenham gostado de saber mais sobre essa intrigante espécie.
Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com

FONTES:
Evans, S. E., Jones, M. E. H. & Krause, D. W. A giant frog with South American affinities in the Late Cretaceous of Madagascar. Proc Nat Acad Sci 105, 2951–2956 (2008).
Evans, S. E., Groenke, J. R., Jones, M. E. H., Turner, A. H. & Krause, D. W. New material of Beelzebufo, a hyperossified frog (Amphibia: Anura) from the Late Cretaceous of Madagascar. PLoS ONE 9(1), e87236 (2014).

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Peixe-Lua (Sunfish)

A espécie Mola mola (Linnaeus, 1758), conhecida popularmente como “Sunfish” ou “Peixe-lua”, dentre outros nomes, é um dos peixes mais bonitos e ao mesmo tempo estranhos que existem. O termo “mola” deriva do latim “millstone” ou pedra de amolar, isso se deve por conta da coloração e textura da superfície corporal do animal.
Pertence à classe Actinopterygii, à ordem Tetraodontiformes e à família Molidae (composta pelos gêneros Masturus, Mola e Ranzania) é o peixe ósseo (Osteichthyes) mais pesado conhecido, podendo pesar de 247 até 1000 Kg.
Morfologicamente são achatados lateralmente, tão altos quanto compridos, por conta das suas nadadeiras dorsal e anal que são alongadas, chegando a atingir 3,2 metros de uma ponta a outra. Seu corpo é truncado posteriormente, terminando em uma “nadadeira caudal” arredondada, nomeada de clavus.
Apesar de ser um Osteichthyes (peixe-ósseo), seu esqueleto apresenta vários elementos cartilaginosos o que possibilita o amplo crescimento. Seus dentes são fusionados formando uma espécie de bico, além de possuir dentes faríngeos em sua traqueia. Outra característica peculiar é a ausência de bexiga natatória, provavelmente uma reversão, já que é característica sinapomórfica para o táxon dos peixes ósseos.
Possui uma distribuição quase cosmopolita, uma vez que habita águas tropicais e temperadas em todo o mundo. Alimentam-se principalmente de águas vivas, mas pequenos peixes e invertebrados podem ser predados.
São pelágicos, podendo nadar distâncias de mais de 20 km por dia em velocidade de cruzeiro de 3,2 km/h ou até mesmo se deixar levar por correntes oceânicas. Para regular sua temperatura corporal nada até a superfície do mar e expõe a lateral de seu corpo para que os raios solares a atinja.
Dentre todos os vertebrados são as fêmeas do peixe-lua as que mais produzem ovos, chegando a liberar de uma vez só cerca de 300 milhões. A fertilização é externa, na água do mar, o desenvolvimento é indireto, ou seja, apresenta larvas que são bastante diminutas, chagando a 2,5 mm de comprimento.
Apesar do seu tamanho, têm predadores naturais, sendo estes os leões marinhos, orcas e tubarões seus principais.
A carne desse peixe é considerada iguaria no Japão, Korea e Taiwan, mesmo algumas fontes indicando que seus órgãos internos apresentam uma neurotoxina (a Tetrodoxina). A União Europeia, entretanto, proíbe a venda tanto dos indivíduos quanto dos derivados da família Molidae.
Seu genoma foi sequenciado em 2016 pelo China National Genbank e A””Star Singapore, onde as pesquisas genéticas sobre o grande crescimento continuam.
São animais dóceis, não representando perigo algum para mergulhadores, porém podem ser perigosos ao saltar pra dentro das embarcações ou mesmo causar danos por colisões devido ao seu peso e tamanho.
Pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN se encontra em estado vulnerável, por conta da sua população que vem diminuindo com o tempo.
Espero que tenha gostado de saber mais sobre essa espécie interessante.
Até!

FONTES:

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A morte de uma espécie

Domingo passado morreu o último espécime da espécie de tartaruga gigante das Ilhas Galápagos (Geochelone abigdoni), chamada de Solitário Jorge, com idade estimada em mais de 100 anos e tida como o animal mais raro da Terra, passou por várias tentativas de reprodução que não deram resultado. Enfim, vemos o fim de uma espécie, algo relativamente comum nos dias de hoje, diferente somente pelo fato de não termos conhecimento...
Um adeus a você, Solitário Jorge!!