Mostrando postagens com marcador Aves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aves. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 4 de março de 2020
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Crossvallia waiparensis: um pinguim do tamanho de uma pessoa
Com
1,6 metro de altura e pesando seus 80 quilos essa espécie de pinguim viveu
durante o Paleoceno (entre 65 e 55 milhões de anos atrás) em uma região que
hoje está separada em Nova Zelândia, Austrália e Antártida.
A
descoberta do fóssil desse pinguim gigante foi publicada no periódico
Alcheringa: Na Australasian Journal of Paleontology e divulgada mais amplamente
pelo jornal The Guardian que entrevistou a curadora do CanterburyMuseum, Vanessa De Pietri, uma das autoras do trabalho. Segundo os
pesquisadores que analisaram o fóssil, Crossvallia waiparensis tinha o
tamanho de uma pessoa de estatura média o que corresponde a quatro vezes o
tamanho do maior pinguim conhecido, o pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri).
![]() |
| Comparação entre a nova espécie e o Pinguim-Imperador |
A
descoberta dos fósseis se deu na Nova Zelândia, mas como citado anteriormente,
esta estava ligada a outras regiões continentais. Esses animais deixaram de
habitar os oceanos do hemisfério sul após a chegada, e consequente competição,
de focas e baleias.
![]() |
| Fósseis da espécie de pinguim encontrados |
Como
é bom imaginar como seria encontrar um bichão desse pela frente hem?
Até!
FONTES:
Mayr, G., De Pietri, V.L., Love, L., Mannering, A. & Scofield, R.P. 2019. Leg bones
of a new penguin species from the Waipara Greensand add to the diversity of
very large-sized Sphenisciformes in the Paleocene of New Zealand. Alcheringa XX, xxx–xxx. ISSN
0311-5518. Disponível em https://doi.org/10.1080/03115518.2019.1641619
Marcadores:
Aves,
Espécies,
Paleontologia,
Pinguins,
Zoologia
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
“Todo pássaro é ave, mas nem toda ave é pássaro”
A princípio a frase acima poderá não fazer
sentido algum, porém, após uma pequena explicação de taxonomia de aves tudo
será esclarecido.
Pássaro é o termo popular para uma ordem
de aves.
A ordem Passeriformes é uma das ordens de
aves mais difícil de ser classificada, baseia-se no número e posição dos
músculos fonadores (que formam a siringe, órgão responsável pelo canto dos
“pássaros” localizado na traqueia) e na concreção dos músculos flectores dos
dedos. São os passarinhos que alegram nossas manhãs com seus cantos.
Já
Ave é um termo mais amplo, de acordo com a classificação Lineana clássica é uma
classe dos vertebrados, a qual reúne cerca de 30 ordens (Passeriformes é uma
dessas 30 ordens). Assim, todo pássaro é realmente uma ave, pois está inserido
na classe Aves, porém nem toda ave é um pássaro, uma vez que é possível ter 29
outras ordens que não Passeriformes.
Espero que tenha esclarecido a questão.
Críticas, dúvidas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!
FONTES:
Pough, J. H.; C. M. Janis; J. B.
Heiser.2008. A vida dos Vertebrados.
4ª ed. São Paulo, Atheneu.
Kardong,
K. V. 2011. Vertebrados: Anatomia
Comparada, Função e Evolução. 5a ed. São Paulo. Roca.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Aves: um grupo de répteis
Quem
é meu aluno sabe que em todo início de curso de Zoologia de Vertebrados eu
falo: “Répteis não existem”. Essa frase é instigante, ou ao menos procuro que
seja e que os alunos sejam críticos o suficiente para avaliá-la do ponto de
vista da sistemática filogenética.
Mas
de onde vem essa frase?
Como
já falei em um post anterior um grupo natural ou monofilético é aquele que
reúne seu ancestral e todos os descendentes. Certo, quanto a isso não existe
mais dúvida, mas o que isso tem a ver com os répteis.
O
termo “Répteis” como conhecemos hoje é utilizado para agrupar os seguintes
animais: tartarugas, lagartos, serpentes e crocodilos [ainda existe o grupo dos
Tuatara, um tipo de réptil com apenas duas espécies e com distribuição restrita
à Nova Zelândia, mas normalmente não é citado no agrupamento reptiliano]. Todos
esses indivíduos são agrupados por apresentar, de maneira bem simplória, “pele
seca com escamas”.
Agora
analisemos o seguinte cladograma do agrupamento dos répteis retirado do A Vida
dos Vertebrados (Pough et al., 2008):
O
que é possível perceber? Que existe um grupo intruso!!
As
Aves aparecem como um ramo mais derivado dentro dos répteis.
Assim,
quando consideramos o conceito de grupo monofilético o mesmo não se aplica para
o cladograma acima.
“Répteis”
como conhecemos, ou pelo menos o que se encontra no imaginário popular, é na
verdade um grupo parafilético, ou seja, não reúne todos os descendentes,
deixando de fora um agrupamento monofilético menor.
O
que é difícil de esclarecer para a maioria das pessoas é a questão de Aves
serem répteis, mas a taxonomia clássica tem sua parcela de culpa. Considerando
a taxonomia lineana temos que os vertebrados são divididos em cinco classes:
peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, assim temos que répteis e aves são
grupos distintos e não que um (aves) está contido no outro (répteis).
Isso
já foi debatido há muito tempo atrás. O próprio Thomas Huxley [o “Buldogue” de
Darwin] já indicava que aves e répteis pertenciam à mesma classe: Sauropsida e
que as Aves seriam “répteis glorificados”. Essa ideia se perdeu no decurso da
história científica, mas já é discutida novamente, principalmente por conta do
avanço da sistemática filogenética e da biologia molecular.
Então,
lembrem-se Aves são Répteis!
Dicas,
sugestões e críticas: lourivaldias@gmail.com
Até!
Marcadores:
Aves,
Cladograma,
Evolução,
Monofiletismo,
Répteis,
Sistemática Filogenética,
Zoologia
Assinar:
Postagens (Atom)





