sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Espectroscopia Atômica: Histórico


A Espectroscopia Atômica iniciou quando Joannes M. Marci (1648) passou a observar a origem do arco-íris com base no espalhamento da luz solar nas gotículas de água da atmosfera. Em 1666, Isaac Newton verificou que a luz branca (luz solar) era composta por uma série de outras luzes as quais variavam de cor quando aquela atravessava um prisma, ele cunhou o termo “espectrum” para a imagem formada. Scheele (1777) demonstrou que havia uma radiação não visível capaz de mudar o AgCl de branco para púrpura, assim haviam radiações que não formavam imagens visíveis. O inglês William Herschel (1800) e o alemão Johann W. Ritter junto com William H. Wollaston (1801) descobriram, respectivamente, a região do infravermelho e a do ultravioleta usando medidas de temperatura. E assim, mais regiões não visíveis eram adicionadas ao espectro, hoje sabemos que apenas uma região muito estreita de todo o espectro é visível. William Hyde Wollaston, cientista inglês, em 1802 foi o primeiro a observar linhas pretas no espectrum do sol através de um espectroscópio; Joseph von Frauenhofer (1814) foi que fez um estudo detalhado dessas linhas pretas no espectrum solar identificando cada uma dessas linhas (de “A” até “H”). No ano de 1826, Seebach criou o primeiro sensor usado na espectroscopia (a termocupla), ainda nesse ano William Henry Fox Talbot observou que diferentes sais produziam cores diferentes quando colocados em uma chamada. Um sistema fotográfico para registrar o espectro do sol e o projetado em uma folha de papel com AgCl foi desenvolvido em 1842 por Becquerel. Em 1859, Robert W. Bunsen e Gustav P. Kirchhoff criaram um espectroscópio que possibilitava verificar as linhas de emissão de elementos químicos quando excitados em uma chama não luminosa (queimador de Bunsen), os pesquisadores verificaram que as linhas espectrais eram únicas para cada elemento e ainda, com o auxílio do aparelho, descobriram dois novos elementos químicos, o césio e o rubídio. A partir daí muitos pesquisadores passaram a trabalhar na área da espectroscopia, a técnica ainda passou a ser muito usada na determinação de metais, principalmente na indústria metalúrgica (Amorin et al., 2008). Stokes (1862) descobriu a transparência do quartzo na região do ultravioleta e com o auxílio de uma tela fluorescente de urânio-fosfato observar espectros de arco e faísca de numerosos metais. Anders Jonas Angström (1868) usou prismas e redes de difração feitos de vidro para o estudo do espectro. Hartley (1884) aplicou a espectrografia à análise quantitativa. Rowland (1884) inventou a rede côncava comparando comprimentos de onda de forma mais exata usando o método da coincidência. Johann J. Balmer (1885) mostrou que o comprimento de onda das linhas espectrais visíveis do hidrogênio poderiam ser representadas por uma fórmula matemática simples. Estas linhas são atualmente conhecidas como séries de Balmer do hidrogênio. Em 1887, Rowland apresentou o mapa espectral solar e tabelas contendo as linhas do espectro de vários elementos aquecidos por descarga de arco voltaico. Johannes Rydberg (1888) generalizou a fórmula de Balmer e percebeu que as linhas do espectro de muitos elementos poderiam ser ajustadas por uma fórmula simples estabelecendo um valor constante (R) que serve para todas as linhas dos diferentes elementos. Em 1889, Ebert (e em 1892, Paschen e Runge) dedicaram-se ao desenho de espectrógrafos para medição de linhas espectrais. Michelson (1892), e depois em 1900, Fabry e Perot, fabricaram o interferômero, instrumento sensível usado para comparar dois comprimentos de onda. Pieter Zeeman (1896) descobriu o desdobramento das linhas espectrais usando um campo magnético. Com as descobertas de Rutherford sobre os constituintes do átomo, o modelo de Bohr e a ideia do quantum iniciada por Planck (1900) permitiram explicar a produção de espectros de linhas; já as formas e desdobramento das linhas foram permitidas pelas formulações da mecânica quântica (Schröndinger e Heinsenberg). Lundergardh (1930) desenvolveu um fotômetro de chama para emissão atômica, usando chama de combustão e detecção com tubo fotomultiplicador. Em 1954, Alan Walsh propôs uma técnica de análise para determinação de metais, a espectrometria de absorção atômica em chama (FAAS – Flame Atomic Absorption Spectrometry). Essa técnica só passou a ser aceita a partir de 1960, porém dois anos após o trabalho de Walsh, Boris L’vov propôs um espectrômetro de absorção atômica que utilizava um forno de grafite como atomizador eletrotérmico (GFAAS – Graphite Furnace Atomic Absorption Spectrometry) reduzindo os limites de detecção. Por conta de vários problemas técnicos Walsh utilizou como fonte de radiação para a FAAS tubos de descarga de catodo oco (HCL – Hollow Cathode Lamps), desenvolvidos inicialmente por Paschen (1916), porém de forma bastante instável e com dificuldades de operação, e depois por Schüler em 1926. As HCLs dispensaram o uso de monocromadores de alta resolução. Em 1964, Greenfield e Fassel propuseram o uso do plasma como fonte de excitação atômica. A partir daí vários avanços se seguiram no campo da Espectroscopia Atômica.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Peixe-Lua (Sunfish)

A espécie Mola mola (Linnaeus, 1758), conhecida popularmente como “Sunfish” ou “Peixe-lua”, dentre outros nomes, é um dos peixes mais bonitos e ao mesmo tempo estranhos que existem. O termo “mola” deriva do latim “millstone” ou pedra de amolar, isso se deve por conta da coloração e textura da superfície corporal do animal.
Pertence à classe Actinopterygii, à ordem Tetraodontiformes e à família Molidae (composta pelos gêneros Masturus, Mola e Ranzania) é o peixe ósseo (Osteichthyes) mais pesado conhecido, podendo pesar de 247 até 1000 Kg.
Morfologicamente são achatados lateralmente, tão altos quanto compridos, por conta das suas nadadeiras dorsal e anal que são alongadas, chegando a atingir 3,2 metros de uma ponta a outra. Seu corpo é truncado posteriormente, terminando em uma “nadadeira caudal” arredondada, nomeada de clavus.
Apesar de ser um Osteichthyes (peixe-ósseo), seu esqueleto apresenta vários elementos cartilaginosos o que possibilita o amplo crescimento. Seus dentes são fusionados formando uma espécie de bico, além de possuir dentes faríngeos em sua traqueia. Outra característica peculiar é a ausência de bexiga natatória, provavelmente uma reversão, já que é característica sinapomórfica para o táxon dos peixes ósseos.
Possui uma distribuição quase cosmopolita, uma vez que habita águas tropicais e temperadas em todo o mundo. Alimentam-se principalmente de águas vivas, mas pequenos peixes e invertebrados podem ser predados.
São pelágicos, podendo nadar distâncias de mais de 20 km por dia em velocidade de cruzeiro de 3,2 km/h ou até mesmo se deixar levar por correntes oceânicas. Para regular sua temperatura corporal nada até a superfície do mar e expõe a lateral de seu corpo para que os raios solares a atinja.
Dentre todos os vertebrados são as fêmeas do peixe-lua as que mais produzem ovos, chegando a liberar de uma vez só cerca de 300 milhões. A fertilização é externa, na água do mar, o desenvolvimento é indireto, ou seja, apresenta larvas que são bastante diminutas, chagando a 2,5 mm de comprimento.
Apesar do seu tamanho, têm predadores naturais, sendo estes os leões marinhos, orcas e tubarões seus principais.
A carne desse peixe é considerada iguaria no Japão, Korea e Taiwan, mesmo algumas fontes indicando que seus órgãos internos apresentam uma neurotoxina (a Tetrodoxina). A União Europeia, entretanto, proíbe a venda tanto dos indivíduos quanto dos derivados da família Molidae.
Seu genoma foi sequenciado em 2016 pelo China National Genbank e A””Star Singapore, onde as pesquisas genéticas sobre o grande crescimento continuam.
São animais dóceis, não representando perigo algum para mergulhadores, porém podem ser perigosos ao saltar pra dentro das embarcações ou mesmo causar danos por colisões devido ao seu peso e tamanho.
Pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN se encontra em estado vulnerável, por conta da sua população que vem diminuindo com o tempo.
Espero que tenha gostado de saber mais sobre essa espécie interessante.
Até!

FONTES:

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Gan De


Gan De (também chamado Gan Gong) foi um astrônomo/astrólogo chinês que viveu entre 400 e 340 a. C. . Nascido no estado de Qi, ele, juntamente com Shi Shen, seu contemporâneo, foram os primeiros astrônomos da história da ciência a compilar uma lista de estrelas (mapa estelar).
Esse cientista viveu durante o Período dos Estados Guerreiros, uma época cheia de conflito, além de reformas burocráticas e militares, nesse momento passou a usar o movimento de Júpiter para contar os anos.
Na época não havia telescópios, de modo que usavam apenas seus olhos, mas ainda assim catalogou mais de mil estrelas, muito mais do que o astrônomo grego Hiparco que, cerca de 200 anos depois, registrou 800 estrelas.
Foi Gan De que primeiro observou um dos satélites de Júpiter (Ganimedes) em 364 a. C., muito antes de Galileu Galilei, que no ano de 1610, “descobriu” oficialmente tais satélites com um telescópio. Além disso, descreveu o referido planeta caracterizando-o como “muito grande e brilhante”.
Gan De e Shi Shen foram os primeiros a calcular com grande precisão a duração do ano em 365 e ¼ dias.
O cientista escreveu dois livros: “Tratado de Júpiter”, “Tratado sore Astrologia Astronômica”, e “Observação Astronômica de Estrelas”, porém infelizmente ambos estão perdidos.
Gan De não é citado nos cursos de história da ciência, mas é importante saber de sua existência e que a ciência não teve origem apenas na Grécia Antiga, mas a própria China, entre outros países, também tiveram sua contribuição na ciência e desenvolvimento do pensamento crítico e observacional da natureza.
Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

FONTES:
CHALTON, N. & MacARDLE, M. 2018. A história da ciência para quem tem pressa. Rio de Janeiro: Valentina. 4ª Edição. 200 p.
XI ZE-ZONG. The discovery of Jupiter's Satellite made by Gan De 2000 years before Galileo. Disponível em: http://en.cnki.com.cn/Article_en/CJFDTOTAL-TTWL198102000.htm

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

FRASE (1)


"O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra"
(Aristóteles)

Trabalho para muitos é visto como algo maçante que se faz somente por que tem que ser feito, pois dele depende a sua sobrevivência.
Mas mesmo uma obra de arte ou tocar um instrumento e compor uma harmonia musical requer trabalho.
Um pintor trabalha, assim como um artista circense ou mesmo um cantor ou um diretor de cinema. Todos são trabalhos.
Às vezes criamos a impressão em nossas mentes de que aqueles que fazem suas obrigações assalariadas pela sobrevivência trabalham, já aqueles que fazem tais atividades por que gostam se divertem, mas não; é trabalho também.
E quanto mais se trabalha, naquilo que gostam ou não, melhores são os resultados. É causa e efeito. O resultado, que é a obra do trabalho, vai se aperfeiçoando conforme o indivíduo o realiza. A cada dia algo é melhorado, de modo a haver um progresso no desenvolvimento de sua labuta.
Aristóteles é muito feliz com essa frase ao sintetizar essa ideia que às vezes nos fogem no nosso cotidiano.
Muito obrigado. Até!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Leitura Recomendada: Scientific American nº 187

Fica aqui uma dica de leitura que é da revista de divulgação científica Scientific American Brasil nº 187. Caso não tenha acesso direto a artigos científicos, recomendo essa revista para ampliar os seus horizontes quanto ao que é produzido em ciência ao redor do mundo.


Nesta edição temos os seguintes conteúdos:



Recomendo que você tire um tempo diariamente para ler e se informar, não dependa só das redes sociais e TV, principalmente se você estuda ou tem algum envolvimento em alguma área científica.
Conforme for lendo as revistas vou informando vocês sobre o conteúdo das mesmas.
Até!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Lao-Tsé

Uma nova classe social surgiu na China do século VI a. C. com o surgimento de uma guerra interna quando o governo da dinastia Chou caiu. Surgiram, então, administradores e magistrados, que seriam encarregados de governa melhor o país. As ideias produzidas por essa classe social ficaram conhecidas como as Cem Escolas de Pensamento, que surgiu concomitantemente com a filosofia da Grécia.
Porém essas ideias diferiam em seu cerne. A escola chinesa estava preocupada com ética e moral, já a grega com a natureza do universo.
É nesse turbilhão de ideias que surge Lao-Tsé (ou Lao Zi, Lao-Tze, Lao-Tzu entre outros nomes), seu livro Tao Te Ching (O livro do caminho da virtude) foi uma das ideias mais importantes daquele período. O pensamento central da obra era propor uma teoria de governo justo baseado na virtude (Te) que poderia ser encontrado seguindo o caminho (Tao). Essa é a base da filosofia (e religião) do Taoísmo.
Os chineses antigamente viam o mundo não com um começo e fim, mas como um ciclo que se movia de maneira contínua – noite-dia; inverno-verão – os diferentes estados não eram opostos, mas continuações, cada um surgindo de seu predecessor.
Para Lao-Tsé, em seu Tao Te Ching, existiriam 10 mil manifestações que formam o mundo que poderiam ser atingidas ao se seguir o Tao, o ser humano é uma dessas manifestações, e é por causa do livre arbítrio que ele pode se desviar do Caminho e então perturbar o ciclo harmonioso do mundo.
Lao-Tsé pregava a vida pela “não ação”, ou seja, seguir a vida agindo de acordo com a natureza que é espontânea e intuitiva. A “não ação” viria da meditação solitária; de uma vida em paz, simplicidade e tranquilidade; buscando não agir por impulso; e da harmonia com a natureza.
Sobre a vida desse pensador quase nada se sabe. Dizem que ele pode nem mesmo ter existido e o livro seria um compilado de ideias de vários autores. O que se sabe é que havia um erudito nascido no estado de Chu, no século VI a. C., de nome Li Er ou Lao Tan que ficaria conhecido como Lao-Tsé (ou Velho Mestre), ele seria um arquivista da corte do império Chou e que até mesmo Confúcio (resenha de livro e a vida e obra desse pensador vem por aí) o teria consultado.
Alguns de seus pensamentos mais famosos:
"Quando a bondade é perdida, é substituída pela moralidade."
"Sem trevas não pode haver luz."
"A utilidade duma panela vem do seu vazio."
"A melhor gente é como a água, a qual beneficia todas as coisas e não compete com elas. Mantém-se em lugares humildes que outros rejeitam. É por isso que é tão similar ao Caminho."
"Quando a gente acha algumas cousas bonitas, outras cousas tornam-se feias. Quando as pessoas vêem algumas cousas como boas, outras tornam-se más."
"Tenta mudá-lo e estragá-lo-ás. Tenta mantê-lo e irás perdê-lo."
"Aqueles que sabem, ficam calados. Aqueles que falam, não sabem."
"Quando tu reparas que nada falta, todo o mundo te pertence."
"A natureza não se apressa, dado que tudo é realizado."
"Um bom viajante não tem planos fixos e não está determinado a chegar."
"A música na alma pode ser ouvida pelo universo."
"Uma viagem de mil milhas começa nos seus pés."
"Quanta mais leis e regulações tenham importância, mais ladrões e bandidos haverá."
           
            Lao-Tsé é dito como o fundador do Taoísmo, ao menos o “primitivo”, que teve grande influência de seu Tao Te Ching, algumas seitas do Taoísmo colocam Lao-Tsé no topo do seu panteão divino. O primeiro templo dessa religião (ou filosofia) foi construído onde dizem ter sido o local onde o sábio fora visto pela última vez antes de seguir para o oeste.


Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

FONTES:
O Livro da Filosofia. 2011. Globo Livros.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

A História (Não contada) do Ano Novo

FELIZ ANO NOVO!

Semana passada, Natal, e eu publiquei a história das origens da comemoração desta data tão querida pelas famílias. Hoje estou aqui para falar sobre o Ano Novo! Afinal, chegou 2019!
O calendário ocidental, empregado não só no ocidente, mas em várias outras partes do mundo, é o Gregoriano (ou Romano), derivado do calendário Juliano usado na Roma Antiga.
O Ano Novo foi definido no calendário Gregoriano por um decreto de 46 a. C. do imperador Júlio César, no qual fixa o dia 1º de janeiro como o Dia do Ano Novo.
Nessa data os romanos homenageavam o deus Jano (ou em latim: Janus), deus dos portões, o porteiro celestial, deus dos começos e términos, uma divindade que era representava com duas faces, uma voltada para trás observando o passado e outra para frente, vislumbrando o futuro.
O mês de Janeiro tem seu nome derivado de Janus.
Outra palavra que usamos como sinônimo para Ano Novo é Réveilllon, que significa despertar ou revelar.
A sequência de anos de Janeiro a Dezembro foi determinada pelo segundo rei de Roma Numa Pompílio (ou em latim: Numa Pompillius) há cerca de 700 anos a. C., já que foi ele que se dedicou a elaborar as primeiras leis e ofícios religiosos da cidade. Nessa época o primeiro dia do ano era 25 de março. Após a queda do império romano houve uma época em que a data de março voltou para o início do ano e, então, só em 1751 na Inglaterra e domínios britânicos a data de 1º de janeiro voltou a ser comemorada como o Ano Novo e a partir daí se tornou praticamente global, mesmo em regiões que seguem outras tradições e tem comemorações em outras datas.

CHINA

Os chineses utilizam o calendário Lunissolar, o qual se baseia nos movimentos da lua e do sol. O Ano Novo é comemorado na primeira Lua Nova em que o sol passa pelo 15º grau da constelação de Aquário. Cada Ano Novo é relacionado a um dos 12 animais que atenderam o chamado de Buda para uma reunião. A tradição desses animais remonta desde o Zoroastrismo, mas esse assunto fica para um outro momento.
Buda teria transformado esses animais nos signos da astrologia chinesa e são esses: rato, boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, carneiro, macaco, pavão, cachorro e o porco.
Atualmente os chineses estarão no ano de 4716 em 5 de fevereiro de 2019 e será o ano do Porco. Esse ano irá até 24 de janeiro de 2020.

ÍNDIA

O Hinduísmo comemora o Ano Novo m 1º de março ou de outubro ou 14 de abril, dependendo da região ou tribo. Conhecido como a “Festa das Luzes” é realizada para espantar o mal e dura 5 dias, também celebra o retorno da deusa da prosperidade Lakshmi.
Atualmente estão no ano de 1940.

ISRAEL

O Ano Novo Judaico é chamado de Rosh Hashaná (em hebraico ראש השנה)e é celerado no 1º mês do calendário judaico/rabínico (Tixri) o que é por volta de setembro do calendário gregoriano.
A Torá indica que esse é o Dia da Aclamação e a tradição judaica informa que nesse mesmo dia ocorreram os seguintes eventos: a criação de Adão e Eva; dia em que comeram da Árvore Sagrada; dia em que Caim matou Abel. Assim, esse é dito como o Dia do Julgamento ou da Lembrança (Yom há-Zikkaron ou Yom Teruah), de modo que os judeus procuram meditar durante os 10 dias de celebração.
Atualmente estão no ano 5579.

PERSAS

A festa para os persas é o Noruz (em pársi نوروز), festejado no calendário persa há mais de 3000 anos e ocorre entre os dias 20 a 21 de março do calendário gregoriano, o que dá mais ou menos no primeiro dia ou no equinócio da primavera.
Essa celebração tem raízes no Zoastrismo e é festejada nos países que formavam o império Iraniano, bem como naqueles que seguem o Zoastrismo.
Atualmente estão no ano de 1397.

ISLÃ

No ano de 662 d. C., Maomé deixou Meca e chegou em Medina, esse evento é conhecido como Hégira, e marca o início do ano Islâmico. Os mulçumanos seguem o calendário lunar, assim o Ano Novo cai todo ano em uma data diferente.
Atualmente estão no ano 1440.

BAHÁ’Í

Essa religião da antiga Pérsia segue o calendário astronômico, com um ano de 19 meses com 19 dias cada. O Ano Novo ocorre em meados de março, no equinócio de inverno, e estão atualmente no ano 175. Historicamente e atualmente é uma celebração Iraniana de Ano Novo.

CELTAS

O Ano Novo dos celtas, o Samhain, inicia no inverno e teve origem em várias outras culturas e cultos ditos pagãos. Acredita-se que o Halloween e a Festa de Todos os Santos podem estar relacionados ao Samhain.

Procurei nesse post abordar de maneira histórica e cultura a origem do Ano Novo e como ele é comemorado em várias culturas humanas. Não pretende ser uma obra completa, um tratado sobre o Ano Novo. Apenas um resumo de informações interessante para a época.
Espero que gostem, já que é sempre bom conhecer de onde vem tais comportamentos humanos para uma vivência mais crítica.
Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até e FELIZ 2019!