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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O menor planeta anão do Sistema Solar

Hígia

O Observatório Europeu do Sul, utilizando seu sistema óptico SPHERE (Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet REsearch), montado no Very Large Telescope, observou em outubro desse ano (2019) o que seria o menor planeta anão do Sistema Solar.
Trata-se do até então asteroide esférico Hígia que se encontra no cinturão de asteroides e é o quarto maior objeto da estrutura.
O trabalho publicado no periódico Nature Astronomy apresenta pela primeira vez Hígia com resolução boa o suficiente a ponto de melhor determinar sua forma, tamanho e possíveis pontos de colisão com outros astros.
Para os pesquisadores responsáveis pelo estudo, Hígia atende três dos quatro requisitos para ser classificado como um planeta anão: 1) Possui órbita circular em torno do Sol (isso só é possível por ter massa suficiente); 2) Não é satélite de nenhum outro planeta; e 3) Não “limpou” o espaço ao redor de sua órbita.
Hígia tem diâmetro de 430 km, cerca de cinco vezes menor que o planeta anão mais conhecido do nosso Sistema Solar, Plutão, que possui aproximadamente 2.400 km de diâmetro.
Muitos estudos serão necessário para realmente corroborar com a hipótese de Hígia ser um planeta anão.

FONTES:
VERNAZZA, P., JORDA, L., ŠEVEČEK, P. et al. 2019. A basin-free spherical shape as an outcome of a giant impact on asteroid Hygiea. Nature Astronomy. doi:10.1038/s41550-019-0915-8

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Júpiter já engoliu um planeta!


Astrônomos do Japão, China, Suíça e EUA concluíram que o planeta Júpiter, o maior planeta do sistema solar, absorveu um planeta há 4,5 bilhões de anos atrás, durante a sua e a formação do sistema solar como um todo.
Os cientistas chegaram a essa conclusão utilizando dados da sonda espacial Juno que estava analisando o núcleo do planeta e encontrou que o mesmo era difuso, formado por rochas sólidas e bolhas de gás hidrogênio. Só para se ter uma ideia o planeta é gasoso, mas possui em seu núcleo uma estrutura sólida.
Há outras hipóteses para explicar o porquê do núcleo ser difuso, mas a hipótese do impacto com outro planeta é a mais plausível de acordo com os cenários desenhados pelos pesquisadores.
Ela também corrobora com a ideia de que o nosso sistema solar durante sua formação era caótico, cheio de impactos (vide as crateras da Lua, por exemplo), não só de asteroides, mas de grandes corpos celestes. A Lua é um exemplo de corpo que surgiu de um impacto de um planeta com a Terra.
O estudo foi publicado na Nature e é muito interessante por nos possibilitar voltar no tempo e imaginar como era essa região do cosmos.
Até!

FONTE:
LIU, S.-F.; HORI, Y.; MÜLLER, S.; ZHENG, X.; HELLED, R.; LIN, D. & ISELLA, A. 2019. The Formation of Jupiter’s diluted core by a giant impact. Nature 572, 355-357.