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terça-feira, 27 de agosto de 2019

A Terra vem parando de girar


Sim, é isso mesmo: a Terra está desacelerando. Mas não se assuste, são apenas milissegundos. Porém, é por conta dessa curiosidade que vem ou outra vem à tona uma pergunta bastante capciosa: e se a Terra parasse de girar?
Randall Munroe, em seu livro intitulado “E se...?” (“What if...?” no original) em que busca responder perguntas absurdas, demonstra o cenário catastrófico que ocorreria caso isso viesse a ocorrer. Recomendo a leitura.
Mas primeiro, você sabe a que velocidade a Terra está se movimentando em torno do seu eixo? Ao nível do equador a Terra atinge uma velocidade de rotação de impressionantes 1.667 km/h. Só não sentimos a rotação devido a gravidade que nos prende ao solo, assim como por estarmos girando junto com a Terra em um movimento inercial. Porém, essa velocidade nem sempre foi constante desde a formação de nosso planeta.
É pouco, mas Terra vem parando de girar. O nosso dia, há mais de 200 milhões de anos atrás, durava 21 horas, por exemplo. Foi devido a essa desaceleração que o dia passou a durar as atuais 24 horas. Essa desaceleração é devido à diminuição da energia inercial presente nesse movimento desde a formação do sistema solar.
Chegará o dia em que o movimento da Terra parará completamente, nesse momento o dia e a noite durariam os nossos 365 dias atuais, só que para metades opostas da Terra. Talvez esse dia nunca chegue por causa da expansão do Sol e destruição dos planetas mais próximos a ele, mas a expectativa desse cenário é muito interessante.
Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com

FONTES:
Munroe, Randall. 2014. E Se? – Respostas científicas para perguntas absurdas. Companhia das Letras.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Animais fotossintetizantes


Quando falamos em fotossíntese é bem comum vir logo à mente as plantas. Pesquisando mais um pouco descobrimos que protozoários também podem ter pigmentos e vias metabólicas responsáveis pelo processo. Porém, não para por aí.
Animais também podem realizar fotossíntese! Sim, é isso mesmo. Não todos os animais, evidentemente, mas o que chama atenção é que até um tempo atrás não se esperava essa capacidade advindo desses seres.
Mas primeiro o que viria a ser essa fotossíntese. Ela é o processo de transformar água, gás carbônico, sais minerais e luz solar em glicose (alimento). Esta substância entra em outras vias metabólicas para a obtenção de energia. A fotossíntese só é realizada na presença de um pigmento, no caso clorofila que fica alojada nos cloroplastos.
Já são conhecidos uma lesma, pulgões e uma salamandra (possivelmente) que realizam o processo.
A lesma Elysa chlorotica possui clorofila em suas células. Esse molusco foi o primeiro animal em que o processo de fotossíntese foi descoberto. Mas a capacidade fotossintética não é original do próprio animal, ele adquire essa capacidade após realizar a cleptoplastia das algas marinhas Vaucheria litorea, ou seja, eles roubam seus cloroplastos. Apesar de espantoso essa descoberta se deu em 1870 por Augustus Addison Gould, mas somente relatado em 2010 por Sydney Pierce.

Elysa chlorotica

O pulgão Pisum acyrthosiphon é uma praga de diversas leguminosas e que possui um sistema de fotossíntese. Ao invés da luz ser absorvida pela clorofila, nesses insetos os fótons são absorvidos por carotenoides, pigmentos que apresentam outras funções primárias. Esses pulgões, através dessa maquinaria metabólica produzem muito mais ATP, quando em presença de luz, em relação a outros que possuem poucos carotenoides.

Pisum acyrthosiphon

Outro animal com certa capacidade de fazer fotossíntese é a salamandra Ambystoma maculatum que possui, em algumas células, algas fotossintéticas. Foi Ryan Kerney que revelou a simbiose existente entre as células da salamandra e a da alga Oophila amblystomatis. Essa relação ocorre desde a fase embrionária da salamandra. As algas “contaminam” a próxima geração de animais por estarem presentes no aparelho reprodutor das fêmeas. Esse é o primeiro caso de simbiose em que um organismo fotossintético vive dentro de uma célula de vertebrado.

Ambystoma maculatum

Apesar da estranheza desses peculiares animais que têm a capacidade de fazer, mesmo que não necessariamente do mesmo modo que as plantas, fotossíntese, é de uma beleza inenarrável se deparar com essas possibilidades da bela natureza.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Crocodilo inteiro é devorado por serpente [Curiosidade]


A ONG GG Wildlife Rescue Inc flagou em um pântano da região de Queensland uma cobra píton (Liasis olivaceus) engolindo um crocodilo inteiro da espécie Crocodylus johnstoni, que pode alcançar até 1,5 metro de comprimento. A serpente, por sua vez, pode alcançar um tamanho de até 4 metros.
As imagens são surpreendentes.


As serpentes apresentam uma modificação em suas mandíbulas (hemimandíbulas) que permitem às mesmas se moverem de modo independente uma da outra, de modo que cada parte pode se mover lateralmente facilitando a deglutição de grandes organismos.


O processo de digestão pode durar meses e apenas dentes e escamas são expelidos por conterem muita queratina e esmalte.


As imagens foram publicadas primeiramente no Facebook da ONG e aqui no Brasil apareceram na Revista Galileu.

FONTES: