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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

O demônio da epilepsia


Atualmente é plenamente conhecido o fato de, no passado, as pessoas relacionarem doenças a aspectos espirituais. Até hoje muitas pessoas são convencidas de que podem ser curadas através da fé ou de poderes milagrosos manifestados por pessoas “sensitivas”.
Pesquisadores da Universidade de Copenhagen, liderados por Troels Pank Arbøll, encontraram o desenho de um demônio em uma placa assíria de 2,7 mil anos que se encontrava no Museu alemão Berlin’s Vorderasiatisches. A placa foi encontrada no norte do Iraque já há alguns anos.
O trabalho foi publicado no periódico Le Journal des Médecines Cunéiformes e concluiu que o desenho representa o demônio Bennu que para o povo assírio era responsável por causar a epilepsia.
Arbøll diz que “Sabemos há muito tempo que os assírios e babilônios consideravam as doenças como fenômenos causados por deuses, demônios ou bruxaria. Os curadores eram responsáveis por expulsar essas forças sobrenaturais e os sintomas médicos que causavam, usando drogas, rituais ou encantamentos”.
Interessante que o desenho se encontra em uma placa cuneiforme de inscrições médicas, mostrando o que seria a causa da enfermidade e não o que empregar para a cura da mesma.

O demônio representado como uma criatura bípede, com chifres, esguia e com língua bífida agia, de acordo com a inscrição, em nome do deus lunar Sîn. Para os assírios epilepsia estava relacionada com loucura e por ser o deus da Lua que, através da ação de Bennu, infligia tal efeito, os termos lunacy/lunático/loucura derivaram da palavra latina “luna”.
Interessante notar a evolução do entendimento popular das enfermidades ao longo das eras e ver como práticas tal antigas, muitas das vezes são mantidas até os dias de hoje, mesmo com todo o desenvolvimento da ciência.
Até!

FONTES:
ARBØLL, T. P. 2019, A Newly Discovered Drawing of a Neo-Assyrian Demon in BAM 202 Connected to Psychological and Neurological Disorders, JMC 33, pp. 1-31.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Doenças transmitidas pelas fezes de pombos


Pombos são aves cosmopolitas da ordem Columbiformes. Os pombos estão classificados na espécie Columba livia Gmelin, 1789 com 12 subespécies distribuídas no mundo (Gibbs, 2000).
Como se não bastasse serem amplamente distribuídos podem transmitir várias doenças. Por esse fato algumas pessoas fazem referência a esses organismos como “ratos com asas”, causando grande repulsa. Talvez a grande exceção seja na Praça São Marcos em Roma, na Itália.


            Vamos às doenças que podem ser transmitidas pelas fezes dos pombos.

1. Criptococose: doença transmitida por fungos que ocorrem nas fezes desses animais. Uma vez aspirados os esporos podem atingir o sistema nervoso e causar meningite.

2. Salmonelose: as fezes dessas aves quando secas se transformam em poeira que vão para o ar e então pode contaminar alimentos e água com Sallmonella que pode estar nesses excrementos.

3. Encefalites virais: vários vírus que atacam o sistema nervoso podem ser transmitidas através de mosquitos que picam os pombos, contaminando-se e então passando tais vírus para o ser humano. Dentre esses vírus estão, por exemplo, Vírus do Nilo Ocidental, Encefalite de São Luís.

4. Escherichia coli: bactéria que normalmente se encontra no trato intestinal humano, porém dependendo da sua densidade populacional pode trazer danos à saúde. Assim como a salmonela essa bactéria pode contaminar o ser humano pelo mesmo processo.

5. Toxoplasmose: normalmente associada a gatos e ratos essa doença também pode ser transmitida pelas fezes de pombos. Normalmente afeta pessoas que estão com seu sistema imune enfraquecido, como imunodeprimidos e gestantes.

6. Ornitose: doença causada pela Chlamydia psittaci

7. Dermatite: afecções cutâneas causadas pelo que se chama de "piolho de pombo" que na verdade são ácaros, Ornithonyssus sp.

8. Alergias em geral: causadas pelas fezes ou pelas penas.

Essas são as principais doenças transmitidas por pombos, assim deve-se ficar atento à presença desses animais em locais frequentados rotineiramente por vocês, para evitar uma possível contaminação.
Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!