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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Formigas canibais e que bebem urina


Animais se adaptam para sobreviver, isso é plenamente reconhecível e registrado em vários trabalhos científicos e em livros-texto.
Formigas já desenvolveram canibalismo. Isso ocorreu e foi documentado quando uma população de um milhão de indivíduos ficou presa em um porão de armazenamento de Armas Nucleares na Polônia e sobreviveram desenvolvendo a prática do canibalismo.
Elas passaram a se alimentar das que não sobreviviam e mesmo não havendo comida a população aumentou.
Esse caso ajudou a entender como esses animais se adaptam em situações extremas na natureza. Na primavera, quando há menos alimento, é possível se tornarem canibais.
Em um outro artigo publicado no periódico Austral Ecology, pesquisadores verificaram que formigas da Ilha Kangaroo, Austrália, bebem xixi para sobreviver. A urina de humanos, cangurus e outros animais é usada para obtenção de nutrientes que não são normalmente encontrados nos alimentos desses organismos.
Aquelas excretas com altas concentrações de ureia e açúcar são as preferidas por esses insetos, sendo uma substância muito nutritiva.
Revelou-se nesses estudos que formigas (e possivelmente outros animais, obviamente) são organismos resilientes.
Espero que tenham gostado dessas informações. Deixe seu comentário e compartilhe esse post.
Até e um Feliz Ano Novo!

FONTES:
Rutkowski T, Maák I, Vepsäläinen K, Trigos-Peral G, Stephan W, Wojtaszyn G, Czechowski W (2019) Ants trapped for years in an old bunker; survival by cannibalism and eventual escape. Journal of Hymenoptera Research 72: 177-184. https://doi.org/10.3897/jhr.72.38972
Petit, S., Stonor, M.B., Weyland, J.J., Gibbs, J. and Amato, B. (2019), Camponotus ants mine sand for vertebrate urine to extract nitrogen. Austral Ecology. https://doi:10.1111/aec.12840


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A aranha que amamenta


Pesquisadores chineses do Jardim Botânico Tropical de Xishuangbanna fizeram uma descoberta muito curiosa, trata-se do comportamento de uma aranha que dá de mamar para seus filhotes.
Além do comportamento igual aos mamíferos este aracnídeo ainda libera uma substância bastante semelhante com a do grupo citado.
O estudo foi publicado no periódico Science em novembro de 2018.
A espécie em questão é uma aranha saltadora, denominada Toxeus magnus, a observação que levou ao estudo foi que após o nascimento os filhotes não deixavam o ninho mesmo depois de três semanas do nascimento, além de quase quadruplicar de tamanho. A mãe também não levava alimento para o ninho, surgindo então a dúvida de qual seria a base alimentar desses filhotes.
Os pesquisadores verificaram que os filhotes aumentavam de tamanho quando ligados ao abdome da fêmea, semelhante ao que ocorre com os mamíferos. Foi aí que descobriram o processo de liberação de uma substância, muito parecida com o leite dos mamíferos e chegando a ter quatro vezes mais proteínas que o leite de vaca. Esse “leite” é liberado pelo mesmo orifício em que os ovos são depositados.
Obviamente não se trata de um leite de verdade, já que não é produzido em glândulas mamárias, mas o que gera a curiosidade é a utilização de matrotrofia por estes invertebrados.
A espécie Toxeus magnus foi descrita em 1933 e é endêmica de Taiwan. Após o estudo já se especula a ideia de se produzir leite de aranha industrialmente.
Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

FONTES:

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O peso da vida


Às vezes achamos que, por conta do fato de hoje a população humana ter atingido a marca de cerca de 7 bilhões de indivíduos (e contando), somos a espécie predominante e aquela que mais “pesa” sobre a superfície da Terra.
Porém, um artigo publicado em 2018 no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), intitulado “The Biomass distribution on Earth”, mostrou justamente o contrário, entre outras informações interessantes. O objetivo desse artigo foi quantificar a composição da biomassa geral da biosfera, uma vez que, segundo os autores, o censo da biomassa da Terra é a chave para entender a estrutura e dinâmica da biosfera.
Bar-On, Phillips e Milo, autores do artigo, encontraram um total de aproximadamente 550 gigatoneladas (Gt) de biomassa de carbono distribuídos entre todos os Reinos da vida, distribuídos em todos os locais do planeta.
Só para se ter um comparativo, 1 Gt equivale a 1 bilhão de toneladas ou 1.000.000.000.000 Kg!
As plantas são os organismos que mais “pesam”, totalizando 450 Gt e que predominam no ambiente terrestre. O Domínio Bacteria vem em segundo lugar com sua biomassa alcançando 70 Gt de carbono, já Archaea alcançam 7 Gt, ambos domínios mais representativos nas profundezas do planeta.
E os animais? Estes alcançam apenas 2 Gt, de modo que os humanos representam somente 18% dessa biomassa (0,06 Gt) e é maior que a biomassa estimada para os mamíferos selvagens (0,007 Gt) e isso corrobora a questão do impacto da humanidade sobre a biomassa global de taxa proeminentes, como outros mamíferos e peixes, por exemplo. Interessante perceber que nós não alcançamos nem os vírus (0,2 Gt).


Os pesquisadores também mostraram que a biomassa terrestre tem duas ordens de magnitude maior que a biomassa marinha e esta possui muito mais consumidores do que produtores.


Para saber mais sobre como os autores realizaram tais análises e estimativas da biomassa (obviamente que eles não saíram pesando a biomassa seca de tudo que viam pela frente em todo o mundo, inclusive você), o artigo pode ser acessado aqui: https://www.pnas.org/content/115/25/6506
A Superinteressante publicou um infográfico bastante interessante com os comparativos de biomassa por táxon.


Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

FONTE:
BAR-ON, Y. M.; PHILLIPS, R. & MILO, R. 2018. The biomassa distribution on Earth. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 115 (25): 6506-6511.

domingo, 8 de julho de 2012

Do espaço para o solo em 7 minutos

Falando em ciência... Hoje foi lançado um Slide Show na Scientific American mostrando de maneira didática como se dá a entrada de uma sonda espacial na atmosfera de um planeta genérico em sete minutos. A cada minuto são dadas as explicações dos eventos que ocorrem durante o processo. Muito legal!

Para ver o Slide Show CLIQUE AQUI!

Até mais!