quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O ovo de vento


Certa vez me perguntaram no meio de uma aula sobre aves: professor, o que é o ovo de vento?
            Foi aí que me lembrei dessa expressão que há muito havia escutado no interior da minha avó.
O “ovo de vento” é como as pessoas do interior chamam para o ovo que não contêm filhotes, nada mais é do que um ovo não fecundado.
A prática de pôr ovos sem fecundação é bastante comum. Os ovos que compramos no supermercado não são fecundados. Não existe perigo de você ir fazer um omelete, quebrar os ovos, e surgir um pintinho de dentro.


Ovos não fecundados são simplesmente produzidos pela fêmea durante a época fértil, caso um macho a fecunde aí sim o ovo não será “de vento”, pois conterá um embrião.
Críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Caio Plínio, o Velho e a Zoologia


Caio Plínio, o Velho foi um naturalista romano que viveu do ano 23 até 79; no ano de 77 escreveu o Naturalis Historia, um Compêndio de 37 volumes, uma verdadeira enciclopédia. Essa obra trata de todo o mundo natural. Dentre os vários conhecimentos abordados está a Zoologia, bem como de Fisiologia Animal.
Os Tomos VIII a XI são os voltados para a Zoologia e os Volumes XXVIII a XXXII sobre farmacologia zoológica, uma espécie de veterinária para a época.
É possível visitar a obra (em latim e inglês – quando disponível) de Caio Plínio nos seguintes endereços: http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Pliny_the_Elder/home.html
O naturalista descreveu várias espécies animais, tanto reais quanto mitológicas.
Descreveu em detalhes o elefante e o hipopótamo, identificou corretamente a origem do âmbar e de resina fossilizada.
Pouquíssima informação existe sobre esse naturalista, porém é importante ter em mente e conhecermos os nomes daqueles que marcaram e iniciaram a concepção dessa tão querida ciência.
É dele as seguintes frases (marcadas pela indicação do lugar natural do homem: entre os animais):

“Todos os animais conhecem o que lhes é salutar, excepto o homem.”

“O homem é o único animal que não aprende nada sem ser ensinado: não sabe falar, nem caminhar, nem comer, enfim, não sabe fazer nada no estado natural, a não ser chorar.”

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Luto pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro

A ciência brasileira está de luto neste 03 de setembro de 2018.
O que era pra ser uma data para comemorar o Dia do Biólogo foi o dia de uma das maiores perdas do conhecimento científico do Brasil.
O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi acometido por um incêndio no final da noite de ontem, avançando pela madrugada de hoje.

Várias coleções foram perdidas, tipos de várias espécies, itens arqueológicos e paleontológicos raríssimos e/ou únicos, como por exemplo, o fóssil da Luzia, o espécime de Homo sapiens mais antigo da América.

Foi uma perda incomparável.
É triste ver como a ciência vem sendo tratada ao longo dos anos no nosso país. 
Gostaria de estar comemorando a minha formação, mas tenho que vir aqui dar essa notícia.
Muito triste...

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O que é Zoologia?


Para quem não me conhece sou zoólogo, com mestrado e doutorado na área. A zoologia passou a ser minha paixão a partir do segundo ano da faculdade de biologia, momento em que fui apresentado a essa tão linda área do conhecimento biológico.
Esse post é para apresentar o que é essa área, sua definição, seus fundamentos e qual sua importância.
O termo zoologia vem do grego, onde Ζώο ou zoon “significa animal” e Λόγος ou logos significa “estudo”, logo podemos definir zoologia como “a ciência que estuda os animais”. Porém, ela não pode ser entendida como uma área independente em si que se distância (ou estaria distante das demais áreas), a zoologia integra várias outras áreas uma vez que um zoólogo poderia estudar a biologia, genética, fisiologia, anatomia, ecologia, biogeografia, evolução e diversidade (classificação e sistemática filogenética) dos animais.
Além do “estudo dos animais” a Zoologia também poderia ser definida como “Ramo da biologia que estuda estrutura, fisiologia, comportamento, evolução e classificação dos animais” ou mesmo a “Ciência que estuda a biodiversidade dos animais e o seu comportamento no meio ambiente”.
Tudo começou com Aristóteles, na Grécia Antiga, há 350 a. C., além de ser o fundador da filosofia ocidental (juntamente com Sócrates e Platão), é considerado o fundador das Ciências como disciplina e o “Pai da Zoologia”, uma vez que escreveu várias obras naturalistas como História dos Animais, As partes dos animais, A geração dos animais, Marcha dos animais, Movimentos dos animais e Pequeno tratado de história natural

Aristóteles, o fundador das Ciências

Dentre os conteúdos de Zoologia trabalhados por Aristóteles em seus escritos estão: anatomia, embriologia, etologia, descrição e classificação de animais terrestres e aquáticos diversos. Separou corretamente mamíferos aquáticos de peixes, indicou raias e tubarões como pertencentes ao mesmo táxon, sendo o precursor da ictiologia.
Aristóteles apresentou o primeiro princípio de classificação zoológica, separando os seres vivos do Reino Mineral, os primeiros estariam, por sua vez, divididos em Reino Vegetal e Reino Animal, sendo esta a primeira classificação biológica conhecida.
Esses foram os passos iniciais da Zoologia como ciência, diversos outros pensadores e naturalistas desenvolveram suas ideias ampliando o conhecimento da área até chegar no que temos atualmente. Futuramente tratarei de outros cientistas que desenvolveram essa área do conhecimento.
Críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com